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Literature
.lib.
calabouço.
a calar o ímpeto que se insurge.
os maremotos todos em mim
enquanto apresento as contas
às margens dos deuses.
(foda-se
            a caneta secou e esta está
partida)
mas os ditados não podem
é ter erros
e,
meu deus,
eu pequei quando fingi poder
ser teu servo.
o pecado é o inerente
e tu és o culpado disso
e as mães de todos os buracos
de trapo sujos de baba
e sémen.
encarregar-me-ei de tomar o
passo à pulsação
dos trementes:
                       VOLTEM
A CASA.
(mas fico inseguro: em que dia
é que decidimos fazer frente ás
pedras que nos perfuram
os ossos?)
mãe,
eu só pensava que o amor
era credível
e que a liberdade era um
direito absoluto.
e
eu só vim chorar ao teu colo
porque tenho medo.
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 2 1
Literature
.asturias.
trememos
chegamos à porta-face das nossas fracas crenças.
quando toda a guerra termina,
ficam sozinhos os mundos feitos pó.
regemos
as astúrias
todas engalinhadas.
rebentem os portões ao meu sinal.
o cheiro do ar carrega luzes brilhantes -
não se escapa ao longínquo quando entramos a 30km/h
nas camas arrumadas a rigor.

atrasam-se as razões feitas perfídia una.
os pés partidos e
as facas todas por afiar
exemplificam-nos os espelhos
e cortam-nos o chão em retalhos.
zapping em torno dos túmulos
dos tronos
que nos aqueceram os egos
quais fogos
arrepiados ao nascer dos olhos.
florescem os larápios de sorrisos
quando se encostam os ombros aos cantos das ruas.
devagar, quase solenemente,
afago-te o sorriso em flecha
sobre a névoa abaixo de zero.
sibilamos a palavra amor
e ouvimos os tremores das terras abaixo do pescoço.
olhar o espelho
tornou-se abrir a janela
e a juventude engana-nos quando a temos na m
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 2 3
Literature
.desabito.
catarse dos imóveis,
vício
dos desabituados.
o cloro
   em forma de choro
   para não arder.
pintor dos escravos malditos,
aborígenes dos tempos perdidos
e do som quase
estridente
e vago.
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:iconpunhal:punhal 0 1
Literature
.dividendos.
dividendos a retirar
da carta final da
noite de todos os
ouros
e outros
defuntos da mente
humana.
quando nos chamam
pelo nome
não espera-
mos negativos.
a fotografia em grupo
trata de desumidificar
o coração
e acelerar o filme das
tarântulas a fazer strip.
vírus
na linha de montagem
do pensamento.
a opressão é larga
quando C é algo fora
de ti
e os livros to não
ensinam.
[vamos abaixo.
de um trago executamos
os ombros dos problemas.
fugindo à responsabilidade
que temos em nos
fazer sobreviver, só conse-
guimos deixar para trás
o sorriso aberto das
estrelas em catadupa
pela porta em caracol.]
voem,
pássaros vagos
da insegurança dos montes vazios.
os heróis são aqueles feitos
de pedra no antro das
cidades de todo o mundo.
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 3 9
Literature
.desencadeado.
exige-se resposta.
o amanhã.
(assinatura)
queria-me breve, novo,
abrindo as portas de par em par
(a solo)
perscrutando a face da estabilidade
até às onze da noite em ponto todos os dias.
(há uma hora
em que os movimentos são todos cegos
e o dentro-fora do corpo
torna-se vago.)
mistura de corpos: visão.
as torturas puxam-nos a cada momento
para dentro dos edifícios sem face.
espero resposta.
o depois de amanhã
(assinatura)
nas casas que todos nós somos,
invólucros do nosso desejo de liberdade.
sumimo-nos em secos cárceres de vontade
emprestando-nos à multidão feita gaze,
feita londres em pó.
olhos-cadeados
encadeados pela queda aberta
na recta da meta de todo o querer.
perder
antes de se poder escolher
os em frente de cada janela.
para lá da decisão, seguimo-nos estrangeiros
em cada observação.
mas há braços mais fortes
e de nada valem os exercícios que me obriguei a fazer
todos os a
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 2 0
Literature
.excerto.
     Porque não me perdoa o tempo? Terá ficado ferido na minha luta contra ele e contra a imperfeita perfeição da sua terapia? Eu ainda respiro e ele ainda cataloga os meus movimentos num ficheiro dormente e tormente mas consigo agarrar a nossa distância.
     Há dor, entre nós.
     Dor e sonhos caídos.
     Teria de me perdoar para que o tempo parasse – desta feita, não a meu favor – e me olhasse, de novo, como mais uma vítima. Mas não parece possível.
     Há dor, entre nós.
     E um silêncio hostil.
     Às vezes acredito em lítio, fármacos anestésicos das tempestades de matança de ignorâncias e ingenuidades. Mas nunca mais vi aquele mundo que via quando os meus olhos eram crianças e eu era. M
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 1 1
Literature
.salobro.
Como pode saber tão mal? A noite viu-me, as sombras giraram sobre o meu peito, mas nunca me esqueci que o expirar vem após o inspirar, e os beijos só devem terminar depois de iniciados. E eu nunca te beijei. Como pode saber tão mal? Neste momento o após anterior – aquele que foi nosso -, qualquer parede me diria que sou um bom quadro e que as estrelas são imperiais. Toma – as minhas mãos são loucas e são o que falta na memória da minha mente. Nelas ficaram as tuas. Mas como pode saber tão mal, fazer-me sentir tão mal? Deixei os sapatos à porta, tranquei a porta à chave, fingi mímica para os sonhos que me palpitavam na algibeira, e mesmo assim esta madrugada sabe mal. E eu cheiro a mofo.
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 0 8
Literature
.esteticizado.
eu gosto de andar os passos que tocam guitarra e fogem às poses da cidade. roubado permanentemente do escárnio que saberia apresentar-me as palavras doces. não se entende, não, que o representante das noites baixas nos deixe plenos de cadeiras imperiais das ténues facas em que se tornaram as nossas sociedades de expirações pesadas. diversifico-me nas representações oníricas em que se tornaram os nossos estares em campo. e aqui, neste campo de fúrias e desconhecimentos, a essência do que o meu passado tenha vindo a ser já não me é clara.
                                                 acordem-me quando ressonar mais do que as serras - produzo-me em série quando as ne
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:iconpunhal:punhal 1 1
Literature
.
equimoses
exemplos de sexo esbatido no negro
preenchido pelo chão que dissolve.
o sopro das máquinas e as seringas
violadas pela extensão do medo.
de mãos abertas ao suor e ao calor
dos anos passados, violam-se as regras
e os cus do paraíso.
exijo:
um espaço em silêncio anunciado.
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Literature
.carris.em.loop.
pertencemos àqueles bosques de metal
que de longe fazem lembrar as rias
de prata dos mundos perdidos da
Ásia atirada aos bichos. as estradas
que nos percorrem são laivos de
pensamento passagens de esquecimento
adquiridos nos guichés que com um
BOM DIA se abriram de sorrisos
e nos estenderam o preçário do
amor. atirámos aos mar revolto a
revolta da volta das multas que
deixámos de pagar fazendo trocar os
sorrisos por toques de arbítrios
mais ou menos necessários. pretendía-
mos os dias, ganhámos as saudades
todas em coro.
porque nos comboios da desistência
ninguém paga bilhete, esperam-se
os acordes do revisor com asas de
anjo FICÁMOS APEADOS MEU AMOR
NAS CONCLUSÕES QUE TIRÁMOS COM
A LUZ DA NOITE enfeitando-nos
os braços e as penúrias de mel.
:iconpunhal:punhal
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Literature
.nails'.heritage.
An assembly of living bones trying to form a thin line of black holes which the lizards pass through. As a clown, the monster greets its teeth and eats the walls of truth and desire. Grab it. Push it. Swallow the mint and the iced earth you have frozen. The perished parade of hands grabbing the lights when they go out is going down as your feet step through the demons and the fucked angels of pain. Brave creation breaking through reason and screamed sense of payment. But the hole you just made sucks you to that world you just didn’t want to live at. The village where you sat and stumbled.
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Literature
.carta.IX.
     Lisboa transforma-se em prata. Vai no rio a pérola dos anos esquecidos, o preto do arco-íris. Há coisas que nunca se apagarão, mesmo na tensão de esquecer a noite passada e os perigos cansados. Não nos pertencemos – não como te pertenço, não como enclausurei as minhas mãos e as tuas dissimulações necessárias ao meu bem-estar.
      Faço escala numa pretensão idílica de viciar a mente. Privado dos sentidos básicos, imavejo-te em mim e nas pedras do ser andrógino que seríamos caso abstraísse de nós o que sempre quis que fôssemos. Porque sou tão difícil de matar? Há cinzas e há cárceres, mas eu subsisto, vivo mas moribundo, eternamente vago. Mas tremo, como sempre, no tremor que nos criei.
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Literature
.sem.titulo.
morrem-me o sol
e a produção de mísseis sangrados das farpas das minhas unhas
desbocadas face à análise diária da ideologia do poder.
fraco e individual,
as relações entre a minha mente e as salas do
meu corpo tremem na libertinagem a que os pés
e os actos e as pulsões se propuseram.
desemboco nas ruas das cidades das mentes
estrangeiras e mortas.
e por muito que busque um significado para
as coisas
não consigo parar de desejar
a desmaterialização da noção do meu corpo.
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Literature
.portagem.II.
trapos bilingues
bebendo a sangria da noite.
1.1 - vultos a noroeste da mente.
barómetros de mel
e velas-fiasco de metal.
juramos os pontapés da vida
e corremos em frente.
pede confirmação.
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Literature
jardim-noite
deitado.
o chão é leve quando o arrasto até aos cabelos
e esfolo-me, gritado, lançado às estrelas
e às garrafas vazias.
tilinto
com as brumas
secas e áridas
da noite quente. breve e levemente,
agarro os ossos e deixo-me cair no ar.
limpo as mãos à cara
e a cara ao céu defunto de leves
flashes de ontem.
e as caras de todo o mundo
observam-me.
</b>
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:iconpunhal:punhal 3 1
Literature
.nao-luz.
escrevi dilemas com as gotas dos olhares rarefeitos da tua alma na minha mão. não precisamos de respirar a todo o momento - mas o ar não foi feito para desistir. tremer as mãos distantes, cansadas, velhas - em névoas amadurecidas; sóis. hoje, durmo. finjo-me exacto, abro-me de peito na boca - sugo o céu e as nuvens e os teus cabelos esquecidos pela pressa de chegar lá longe. não precisamos de ser, não. entre os prédios empolgados das ruas que despimos, passeemo-nos apenas, sem prometer intermitência de olhares com o horizonte fugidio. mensagem: apagados. esculpidos. embriagado em panos de lodo e vácuos de ti - e em ti limpo a mente suja das mãos heréticas. desabrochando à luz desfocada dos candeeiros no inverno. no distrito das luzes negras, desembainhados ao frio do isolamento d'almas. crescemos. inertes ou congelados - imberbes ou apagados - dizemos adeus aos cárceres de não-luz: desejos ingrato
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deviantID

punhal
o rei-povo.
Portugal
Current Residence: azeitão
Favourite genre of music: gothic metal . alternative . progressive
Favourite photographer: dyart.deviantart.com . complexo.deviantart.com
Operating System: macintosh.
MP3 player of choice: iPod / Sony
Favourite cartoon character: vivi ornitier
Personal Quote: estou em dívida para com o teu sorriso.
Interests
só tenho quatro paredes, uma cama e o teu nome retinindo na minha cabeça. perdoa-me se te emprestar à eternidade mas não me importava de nos guardar para lá das nossas mãos dadas.

...

recently overlistened music
In This Light And On This Evening, Editors
Serpentskirt, Cocteau Twins
No One Spoke, The Gathering
United States of Eurasia, Muse

the best of them all (friends)
dYaRT MaryStone Pathy belard debilmental Complexo respirar certain-nymphetamine magnetism01 xkigscannotfallx menina-as-riscas diniz-de-oliveira 4fr1c4n0 SuibroM A-Boneca HugoAlmeida
  • Listening to: The Big Exit - Editors
  • Reading: 1984 - George Orwell

Comments


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:iconandsimione:
AndSimione Featured By Owner Jul 8, 2009
watch!!!!
Reply
:icontheburningquill:
TheBurningQuill Featured By Owner Jul 3, 2009  Professional Writer
olá :wave:

fiz um pequeno tributo aos portugueses que sigo neste espaço, e claro que estás presente, aqui: [link]

:heart:
Reply
:iconthelegendarynotebook:
join the new active moleskine club! (:
[link]
Reply
:icon4fr1c4n0:
4fr1c4n0 Featured By Owner Jul 6, 2008
Boas irmão!
Num momento de pausa decidi informar-te da reposição da peça na quinta da Regaleira "Haja Folia"

O Horário é o mesmo do ano passado Quintas a Sábados às 22horas e Domingos as 20horas, mas a peça não é de todo igual, vem daí descobrir as diferenças!
E ajuda a promover a peça =D
Grande Abraço!

Teatro Tapafuros
Reply
:iconleoalexsmith:
LeoAlexSmith Featured By Owner Jun 5, 2008
buh *
Reply
:iconankaur:
ankaur Featured By Owner Jun 1, 2008
merci, Sérgio : )
Reply
:iconkhanylaro:
khanylaro Featured By Owner May 26, 2008
Hoy. Nao te sabia por estas bandas. O acaso tem coisas engraçadas. lol

Textos fixes. Continua. ;)
Reply
:iconmarystone:
MaryStone Featured By Owner Apr 22, 2008  Professional Writer
Obrigada pelo favorito, protegé. ; )
Reply
:iconankaur:
ankaur Featured By Owner Apr 20, 2008
obrigada, Sérgio
Reply
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